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ICr: técnica avançada com ultrassom auxilia diagnósticos

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Ferramenta promissora para auxiliar em diagnóstico de casos de pacientes pediátricos, a elastografia por ultrassonografia – que não é invasiva e não utiliza radiação ionizante - está em aplicação no Serviço de Radiologia do ICr - Instituto da Criança e do Adolescente.

Sua finalidade é medir a dureza do órgão. “Quando adoece, o órgão fica mais duro do que o habitual. A elastografia por ultrassonografia consegue medir essa condição” – esclarece a Coordenadora Médica de Radiologia Pediátrica, Drª. Lisa Suzuki.

A técnica tem sido aplicada em exames do fígado; baço; próstata, mama e tireóide. A elastografia com ultrassonografia utiliza ondas de cisalhamento (transversais), cujo deslocamento se dá de forma perpendicular à direção de propagação. Esse efeito vai permitir a mensuração quantitativa da condição do órgão.

O equipamento foi financiado pela Fapesp – Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Tem sido utilizado também em outros órgãos como o timo, que foi objeto recente de tese de doutorado realizada no ICr.

“É um campo aberto. Há muitas pesquisas realizadas em músculo esquelético e ainda pâncreas e rins” – destaca a Drª Lisa Suzuki. “Em determinados casos, poderá no futuro substituir a biópsia, evitando procedimentos invasivos” – diz ela.

O comitê de usuários é formado pelo Prof. Dr. Uenis Tannuri (cirurgia pediátrica); Dra. Ruth (Endocrinologia); Dr. Ariel Levy (Imunologia); Dr. Gabriel Nuncio Benevides (Gastroenterologia/Hepatologia); Drª. Silvia Maria Sucena da Rocha (Radiologia); Drª. Márcia Wang Matsuoka (Radiologia) e Drª. Lisa Suzuki (Radiologia).

Interessados em projetos que atendem pacientes crianças podem entrar em contato com o Serviço de Radiologia para obter mais informações: Drª. Silvia Maria Sucena da Rocha (silvia.rocha@hc.fm.usp.br); Drª. Márcia Wang (marcia.matsuoka@hc.fm.usp.br) e Drª. Lisa Suzuki (lisa.suzuki@hc.fm.usp.br).

Certificação ONA: a excelência confirmada

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A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é responsável pelo desenvolvimento e gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde. Há duas décadas, a organização atua para que as instituições de saúde no Brasil adotem práticas de gestão e assistenciais que levem à melhoria do cuidado para o paciente.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), referência em saúde no País e o maior complexo hospitalar da América Latina, optou em seguir a metodologia da ONA, reconhecida no exterior, para implantar o processo de melhoria contínua e promover o desenvolvimento da equipe para atender os pacientes de forma segura e com qualidade.

Recentemente, no início do mês de julho de 2019, o Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) recebeu a recertificação ONA Nível 1, que valida que o hospital atende ao princípio de segurança em todos os processos.

A Acreditação é um método de avaliação e certificação que busca, por meio de padrões e requisitos previamente definidos, promover a qualidade e a segurança da assistência no setor de saúde. Para ser acreditada, a organização precisa comprovadamente atender aos padrões definidos pela ONA.

Níveis de Acreditação

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O Complexo HCFMUSP atingiu os três níveis de Acreditação indicadas pela ONA em avaliações realizadas pelo IBES – Instituto Brasileiro para Excelência em Saúde.

De 2014 a 2019, os Institutos do HC que conquistaram as certificações ou recertificações nos Níveis I, II e III ONA foram: Instituto de Psiquiatria (IPq), Instituto de Radiologia (InRad), Instituto da Criança (ICr), Instituto Central (ICHC), Instituto do Coração (InCor), Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) e o Hospital Auxiliar de Suzano (HAS).

O Instituto do Câncer (ICESP) e o Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMRea) também são certificados, mas por outras organizações especializadas em Acreditação.

As certificações são o reconhecimento de um trabalho árduo dos colaboradores em cada Instituto para manter o Hospital das Clínicas no patamar de Instituição de excelência. As boas práticas, o aprimoramento e a cultura em ser vanguarda dão o tom diferencial da possibilidade de uma melhoria constante.