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HC desenvolve teste para diagnóstico de infecção por arenavírus

O recente caso de um paciente do interior de São Paulo com suspeita de febre amarela, que faleceu decorrente de febre hemorrágica, possibilitou o desenvolvimento de um teste para a confirmação de infecção por arenavírus.

Pesquisadores de um projeto do Hospital Israelita Albert Einstein, financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) do Ministério da Saúde, identificaram o arenavírus.

Simultaneamente, um projeto de pesquisa do Laboratório de Parasitologia Médica (LIM-46), coordenado pela Profa. Dra. Ester Cerdeira Sabino, também identificou o arenavírus e a equipe desenvolveu um teste que foi aplicado nos funcionários do Complexo HCMUSP que tiveram contato com o paciente infectado.

Após triagem, exames e orientação, independente da classificação de contato com o paciente - alta, baixa e mínima exposição -, em todos os funcionários da Instituição o resultado foi negativo.

Segundo a Profa. Dra. Anna Sara Levin, Presidente e Coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HCFMUSP, o caso recente do paciente não é motivo de preocupação para a população.

Todas as pessoas que se submeterem ao exame no HC continuam sendo monitoradas e não apresentam anormalidade em seu quadro clínico. O arenavírus é raro no Brasil, fica hospedado em ratos silvestres e sua transmissão depende de contato muito próximo com a pessoa contaminada. Os dois últimos registros de óbito causado pelo arenavírus no Estado de São Paulo foram na década de 1990.