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InCor, um modelo de sucesso a ser replicado

Quarenta e dois anos após sua criação, o Instituto do Coração (InCor) atingiu neste ano os melhores indicadores de desempenho cirúrgico de sua história, comparáveis aos dos maiores centros mundiais de cirurgia cardiovascular. A conquista do InCor vai muito além dos números! Ela significa mais vidas salvas! “Os resultados só foram possíveis com a dedicação, engajamento e obstinação das lideranças do hospital, do corpo clínico e da equipe multiprofissional do InCor, com apoio do governo estadual e da Fundação Zerbini”, escreveram os Professores Doutores Fabio Jatene e Roberto Kalil Filho, respectivamente diretor da Divisão de Cirurgia Cardiovascular e presidente do Conselho Diretor, em artigo publicado na quinta-feira (24/10), no jornal Folha de S. Paulo. “Acreditamos que o alcance desse resultado possa ser ampliado para todo o País, fortalecendo ainda mais o papel de liderança de São Paulo no sistema público de saúde do Brasil.”

Em 2016, a chance de o paciente receber alta após a cirurgia de revascularização do miocárdio – as famosas pontes de safena – no InCor era de 96%. Em 2019, é de 99%. Na cirurgia valvar, entre outros exemplos positivos, a sobrevida passou de 89% (2016) para 96,2% (2019). Resultados semelhantes também foram obtidos em outras frentes cirúrgicas, como as de doenças da aorta e de correção de cardiopatias congênitas, colocando o Brasil no patamar dos melhores hospitais do mundo em sua especialidade.

A conquista nasceu de um bem estruturado Programa de Melhoria Contínua da Qualidade em Cirurgia Cardiovascular, iniciado há seis anos, pela Divisão de Cirurgia Cardiovascular do Instituto. Nesse tempo, o Programa conseguiu consolidar a cultura de segurança, padronizar o treinamento, melhorar o trabalho em equipe e, sobretudo, monitorar o desempenho institucional com vistas à entrega final ao paciente, que é a sua saúde e bem-estar restabelecidos.

Houve também a modernização da gestão dos leitos e da fila cirúrgica, tornando mais ágil o seu atendimento, e a otimização da preparação ambulatorial do paciente, com vistas à cirurgia. Estabeleceram-se critérios de priorização para agendamento cirúrgico e estruturou-se a Unidade Cirúrgica de Qualidade e Segurança do Paciente.

A definição de metas anuais de número de cirurgias, tempo de internação, taxa de sobrevida e de infecção, entre outros indicadores, passaram a fazer parte do dia a dia da cirurgia cardiovascular, sendo apresentadas em reunião mensal com o corpo clínico, equipe multiprofissional e gestores do hospital. “Hoje a tomada de decisão e a gestão do InCor acontecem com base nesse sistema de acompanhamento e de análise de indicadores sistemáticos, com resultados cada vez mais promissores, provando que a excelência em saúde para a população pode, e deve, ser a premissa de um hospital público”, dizem os Professores.